
Sexta-Feira, 30 de julho de 2010
Contratado no começo da temporada para ser o titular absoluto da zaga bicolor, o goiano Rogério Corrêa manteve essa condição durante quase todo o primeiro turno do Campeonato Paraense. Ele deixou o time na semifinal da fase junto com seu então companheiro, Victor Hugo, para a entrada da dupla que permanece até hoje como titular, Paulão e Leandro Camilo. Contra o Águia, domingo, ele tem grandes chances de voltar ao time. Paulão deve treinar hoje, mas sua manutenção não é garantida por causa do tempo que ficou sem treinar.
Aos 31 anos, campeão brasileiro em 2001 pelo Atlético-PR, Rogério garante que a experiência trouxe-lhe a tranquilidade para encarar com paciência a busca por mais chances. Admite que, fosse em outros tempos, encararia a suplência de outra forma. "Quando se é mais novo é diferente. No Atlético-PR ou no Goiás-GO, quando era mais novo, não gostava mesmo quando estava no banco. Às vezes acontecia de machucar e ficar no banco e eu ficava muito chateado, brigava e dizia que ia embora. Com a maturidade a gente encara essas coisas de uma forma diferente", disse. "Ninguém gosta de ficar de fora, todos querem jogar. Mas, num grupo de 30 jogadores e você disputa com um amigo, tem que saber esperar a hora de jogar. Isso é a vida do futebol, o importante é trabalhar com honestidade e profissionalismo", completou Rogério.
O zagueiro lembra do momento da saída do time e das consequências danosas que um comportamento errado poderia ter. "Quando saí o time era véspera da semifinal do primeiro turno e se tivesse reclamado teria atrapalhado a todo mundo. Não fiz isso e procurei ajudar, de uns anos para cá nunca mais tive problema nenhum nesse sentido. A cada ano que passa você aprende mais um pouco. Errei muito no começo da carreira, hoje não."
Sobre a possibilidade de jogar depois de amanhã, Rogério volta a afirmar que está sereno. Mesmo tendo atuado apenas uma vez ao lado de Leandro Camilo, garante que isso não deve lhe trazer problemas. "Jogamos uma partida juntos, no Campeonato Paraense, e estamos treinando há duas semanas. Se o Charles optar por mim creio que será bem tranquilo quanto a isso. Estou bem tranquilo. Desde que saí do time titular passei a trabalhar mais, que é o que tem que fazer quem está no banco. Por muitas vezes esse esforço exagerado acabei me machucando. Felizmente estou há um tempo sem me contundir e treinando bem."
Para que o time não volte a ser surpreendido em campo, a receita que dá é que todos se comuniquem mais. "Gosto de falar bastante. Converso bastante dentro de campo. Sou um cara experiente e tenho que usá-la. Temos que sempre trabalhar mais para não repetirmos os erros. Nosso trabalho é para ganhar as partidas, de preferência sem levar gols."
Fonte:
Amazônia Jornal
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