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A
Origem do Nome |
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Paysandu,
cidade do Uruguai, foi palco, dia 2 de janeiro de 1865,
do episódio histórico denominado "A
TOMADA DE PAYSANDU", do qual, participaram,
tropas e esquadras brasileiras comandadas, respectivamente,
pelo General Mena Barreto e pelo Almirante Tamandaré.
Esse episódio não tem qualquer ligação
com a guerra do Paraguai, mas sim com as sangrentas
lutas que, no Uruguai, envolviam sempre os partidos
políticos "Blanco" e "Colorado".
Os nomes, da cidade e do clube, se escrevem como está
no mapa: PAYSANDU. |
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| No dia 7 de dezembro de 1913, um domingo, o "ESTADO
DO PARÁ", jornal de grande prestígio que
existia em Belém, na sua terceira página, coluna
"CRÔNICA ESPORTIVA", noticiou que "elementos
esportivos de valores da elite belemense", uns "esparsos
do antigo Nort Club" e outros "retraídos no
momento", iriam fundar nesta capital o "PAYSANDU-CLUB",
"que iniciará logo suas seções de
remo e futebol".
A notícia é longa, e abaixo na figura, possuem
os trechos que revelam o principal objetivo da mesma -- divulgar
a fundação do PAYSANDU. Inclusive, a notícia,
termina antecipando votos de prosperidade à novel agremiação.
A 2 de fevereiro de 1914, uma segunda-feira, o mesmo jornal,
terceira página, publicou o seguinte convite:
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Pariquis, 22,
ficava entre as travessas Apinagés e São
Matheus (está hoje, é a Padre Eutíquio),
e era a residência de Abelardo Conduru, que foi
um dos principais fundadores do Paysandu, participou
de várias diretorias, era benemérito pelos
relevantes serviços que prestou ao clube, e,
enquanto viveu, sempre dedicou ao Paysandu, especial
atenção e muito carinho.
Compareceram 42 interessados, a maioria do Norte Club
-- mais conhecido, talvez, pelo codnome "Time Negra",
isto por causa do uniforme negro -- e uns poucos de
outras agremiações, como por exemplo,
o Internacional Club ou Internacional Sport Club, a
Recreativa e etc. |
| Recorte de Jornal
em 1914. |
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Hugo Manoel de Abreu Leão, que era do Nort Club mas liderava
o movimento para a fundação do novo clube, foi
escolhido por unanimidade, para dirigir os trabalhos. Levou
Humberto Burlamaqui Simões para secretariá-lo,
e , então, expôs o motivo da reunião, propondo
logo que o novo nome do clube fosse denominado PAYSANDU FOOT-BALL
CLUB. O nome Paysandu foi inspirado no episódio histórico
"A Tomada de Paysandu", no Uruguai, como foi dito
acima. |
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| Duas de Hugo
Leão:
A primeira: "Vou fundar um clube para vencer o Grupo
do Remo", respondeu ele, em dezembro de 1913, quando
convidado a ir para o Remo.
A segunda: 14 de julho de 1914, jogo Paysandu x Ipiranga,
campeonato, de costas para o goleiro e de calcanhar, bateu
um pênalti e fez o 6º gol do Paysandu. Deu a maior
"bronca", Hugo foi tachado de "mesquinho"
e outros "carinhosos elogios", inclusive pela imprensa,
mas deu a todos a devida resposta. Resultado desse jogo 14
x 3 para o Paysandu.
Depois de muitos debates, foi eleita a primeira diretoria,
assim constituída:
Presidente: Deodoro de Mendonça
Vice-Presidente: Dr. Eurico Amanajás
1º Secretário: Arnaldo Moraes
2º Secretário: Humberto Simões
Tesoureiro: Gastão Valente
Comissão de Sindicância: Pedro Paulo
Pena e Costa, Manuel Marcus e Edgar Proença
Delegado perante a Liga: Hugo de Abreu Leão
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| Hugo Manoel de
Abreu Leão |
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Para redigir o estatuto do clube a assembléia escolheu
a seguinte comissão: Deodoro de Mendonça, Eurico
Amanajás e Arnaldo Moraes.
Não estando ainda organizados os primeiro e segundo
times de futebol, a eleição dos respectivos
“capitães” ficou para outra oportunidade.
Por fim, a assembléia deliberou que o número
de sócios não excederia 50 e considerou sócios
fundadores os 42 participantes da reunião.
A segunda reunião realizou-se na data marcada, 10 de
fevereiro de 1914, no mesmo local da primeira e com a presença
de elevado número de participantes. Foi empossada a
diretoria eleita, aumentando o número de sócios
para 100 e foram considerados sócios fundadores, mais
de 15 novos sócios que se filiaram ao Paysandu.
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Hugo Leão, em seguida,
lembrou que fosse logo tratado o assunto “uniforme do
clube” e imediatamente propôs: camisa azul e branco
em listras verticais, o escudo do clube com as iniciais “PEC”
a altura do peito, calção branco. Bayma de Moraes
foi de opinião contrária, opinando pelo uniforme
totalmente branco. O assunto ficou em suspenso porque a reunião,
devido a hora, foi encerrada e marcada a terceira para o dia
seguinte, no mesmo local, as 20:30.
Essa terceira reunião só se
realizou a 19 de fevereiro de 1914 e na residência do
presidente, Dr. Deodoro de Medonça, na Vila Amazônia
– Estrada de São Braz 30-E (a Estrada de São
Braz, hoje, é a Av. Braz de Aguiar).
Considerando as duas outras, a terceira reunião
foi a mais concorrida das três, muita gente e o assunto
“uniforme do clube” foi logo posto em discussão,
mas, de imediato, Mário Bayma de Moraes com a palavra,
justificou e retirou o seu projeto, pedindo, pedindo, inclusive,
que fosse considerado apenas o de Hugo de Leão. Ninguém
mais se manifestou a respeito e o projeto Hugo de Leão
foi aprovado por unanimidade.
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A
Mudança de Nome
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Na terceira reunião,
dia 19 de fevereiro de 1914, que o Paysandu, de "FOOT-BALL
CLUB" passou para “SPORT CLUB”. Ao ser lido,
para a assembléia, um ofício pedindo a filiação
do Paysandu à liga Paraense de Futebol, surgiu a idéia
da mudança, que, após acirrados debates, posta
em votação, foi aprovada por maioria de votos.
E assim surgiu o nosso muito querido Paysandu Sport Club:
Que foi “FOOT-BALL CLUB” por 17 dias. |
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As
Sedes |
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Fundado na Pariquis 22, daí
o Paysandu foi para a residência do presidente Deodoro
de Mendonça e que passou a ser chamada de “sede
do Paysandu”, bonita casa, cuja frente, hoje, foi demolida
e transformada em um bar. No final de 1914 e até fevereiro
1915, lá o Paysandu passou para a residência
de Edgar Proença, na Vila Amazônia, Passagem
Mac Dowell, de onde foi para a sede da associação
Dramática, Recreativa e Beneficiente, pois surgiram
a possibilidade da fusão Paysandu/Recreativa, fusão
que vinha sendo debatida e estudada desde a reunião
de 8 de fevereiro de 1915, do Paysandu, mas que acabou não
acontecendo.
Depois o Paysandu ocupou as seguintes sedes: 1915, setembro,
antiga estação dos bondinhos, na São
Matheus 170, entre Pariquis e Caripunas, onde construiu, nos
fundos, um campo de futebol que, depois, foi do Ibérico
e do Liberto (hoje o terreno está todo edificado);
1918, 14 de janeiro, foi para a rua Lauro Sodré (hoje
Ó de Almeida) nº 04 (altos), esquina com a São
Matheus a frente da Praça Saldanha Marinho; 1919, março,
foi para Serzedelo Correa 25-A, frente a Praça Batista
Campos, belo prédio, hoje demolido; 1920, 1º de
agosto, mudou-se para a Travessa do Carmo nº 01, altos
da garage Náutica e em maio de 1926 veio para a Av.
Nazaré 66, cujo prédio foi adquirido em 1927,
remodelado e mais tarde demolido para dar lugar à sede
atual.
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Os
Campos de Futebol |
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| O primeiro campo do Paysandu
foi ao lado do Instituto LAURO SODRÉ, bairro do Souza.
Era para treinos, mas nele foram feitos jogos amistosos.
Depois teve um atráz da sede da travessa
São Matheus 170, com a rua Caripunas, a travessa Apinagés
e o quintal de uma residência fechando o retângulo
. Este campo foi fruto do trabalho da comissão desginada
na reunião de 19 de fevereiro de 1914. A arquibancada
foi inaugurada a 16 de abril de 1916, um domingo, com caprichada
programação esportiva.
O atual campo do Paysandu, na Almirante
Barroso (antes Tito Franco), era da Firma Ferreira & Comandita,
que construiu e inaugurou a 14 de junho de 1914. O Campo também
é chamado "Vovô da Cidade" e da "Curuzú".
É do Paysandu graças a Leônidas Sodré
de Castro, grande Alvi-Azul, cujo nome, muito justamente,
foi dado ao campo. Leônidas teve também grande
influência na compra da atual sede. Presidiu o Paysandu
de 2 de fevereiro de 1930 à 2 de fevereiro de 1931
e participou de outras diretorias. Sem dúvida, Leônidas
Sodré de Castro foi um dos artifícies do nosso
Paysandu.
Abaixo, a foto do "Vovô da Cidade",
em dia de jogo, publicado pela revista "Caraboo"
de 26 de setembro de 1914, ano em que o campo foi inaugurado.
À essa altura ainda pertencia a firma construtura.
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Primeira arquibancada do Estádio Leônidas Castro,
a Curuzú. |
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"O
Clube de Suisso" |
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"Suísso" |
O Paysandu já foi muito
conhecido como “O Clube de Suisso”. Ainda
hoje, as vezes, assim é chamado. Mas, quem
foi “Suisso”? Seu nome: Antonio Barros
Filho. Foi um dos grandes futebolísticos que
o Pará já teve. Dizem que iniciou-se
na Suíça, e daí o apelido. Paraense,
nasceu em 1899 e morreu, ainda moço, 23 anos,
a 2 de julho de 1922. Jogava com eficiência
em qualquer posição, mas destacava-se
como lateral esquerdo ou centro-médio. Foi
sempre o “capitão do time” no Paysandu,
função que, na época, incluía
a de treinador.
O Guarany Football
Club, da Av. José Bonifácio, onde Suisso
jogava em 1914 (no campeonato desse ano perdeu para
o Paysandu por 4 x 1). Só em fins de 1914 que
Suisso passou para o Paysandu, estreando em 31 de Janeiro
de 1915, na meia-direita, contra o Clube do Remo, vitória
do Paysandu, 2x0. Efetivo da seleção paraense,
neste jogou de ponta-direita. “Suisso” amava
o Paysandu que, para ele, era uma espécie de
devoção. Havia na sede antiga do Paysand,
a que foi demolida para dar lugar a atual, carinhosamente
guardado em armário envidraçado, o último
uniforme do Paysandu que “Suisso” usou (camisa,
calção, meias e chuteiras), e , na parede,
pendurado por cima desse armário, o retrato emoldurado
de “Suisso”. |
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Dizem que num Paysandu x Remo, em 15 de julho de 1923, campeonato
paraense, no final do jogo, placar 0x0, pênalti contra
o Paysandu. João Moraes, goleiro do Paysandu, disse
depois, ter ouvido a voz de “Suisso” dizer: “te
atira pro lado direito”. Não teve dúvida,
fechou os olhos, ouviu o apito, e jogou-se para o lado direito
... Defendeu! Rápido, chutou a bola para frente, Vadico
pegou e fez 1x0 para o Paysandu. Minutos depois o jogo acabou.
Juiz desse jogo: Hugo de Leão.
Mais ou menos sobre isso, “A SEMANA”
de 8 de dezembro de 1923, publicou o seguinte: “FURO
– Como andaram espalhando que a vitória do Paysandu
era de vida e alma de “Suisso” que estava encorajando
os seus companheiros, o Pedro Mello, que também é
abnegado, resolveu “morrer” para vim encorajar
seus companheiros de clube” (no caso, Clube do Remo). |
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O
Primeiro Jogo |
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Domingo, 14 de junho de 1914,
16 horas, inauguração do campo da firma Ferreira
& Comandita que, hoje, totalmente diferente, pertence
ao Paysandu Sport Club. Muita gente, campo superlotado. A
madrinha Mille Isolina Coutinho, batizou o campo com champane.
Depois, campeonato de 1914, o primeiro Paysandu x Remo da
história do futebol paraense. O Dr. Deodoro de Mendonça,
representando o Independente de Belém, deu o ponta-pé
inicial. Graças a um pênalti marcado no finalzinho
do jogo, muito duvidoso, deu Remo, 2x1. O juiz foi o Dr. Guilherme
Paiva.
A Primeira Equipe: Genaro Bayma de Moraes, Eurico Romariz
(goleiro), Sylvio Serra de Moraes Rego, Jaime Bastos Cunha,
Moura Palha (Gigi), George Mitchell, Matheus, Maurilio de
Souza Guimarães, José Pinheiro Garcia, Hugo
de Leão e Arthur Pereira Moraes.

No ano seguinte o Paysandu começou a mostrar sua
força, e não parou mais de colecionar títulos
e vitórias! |
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